Museus e Arquivos Históricos

Aplicações de Desumidificadores

Museus e Arquivos Históricos

Preservação do Patrimônio Cultural Através do Controle de Umidade

O controle rigoroso da umidade é um pilar fundamental na conservação de acervos em museus e arquivos históricos. A flutuação da umidade relativa acelera a degradação de materiais orgânicos e inorgânicos, causando danos irreparáveis a documentos, obras de arte e artefatos históricos. A implementação de desumidificadores industriais é a solução definitiva para criar um ambiente estável e seguro, protegendo o patrimônio para as futuras gerações.

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Especificações Técnicas

30% a 50% UR
Umidade Ideal para Acervos em Papel
30% a 40% UR
Umidade para Materiais Fotográficos
45% a 55% UR
Umidade para Têxteis e Madeiras
±5% UR
Variação Máxima de Umidade (24h)
18°C a 22°C
Temperatura Ideal de Armazenamento
MERV 8 para partículas
Filtragem de Ar Mínima

Requisitos do Processo

Áreas de Reserva Técnica
Temperatura:18°C a 20°C
Umidade:40% a 50% UR

Local de armazenamento principal do acervo. Requer o mais alto nível de estabilidade ambiental para prevenir a proliferação de fungos e a degradação química de materiais sensíveis.

Salas de Exposição
Temperatura:20°C a 22°C
Umidade:45% a 55% UR

Ambiente que equilibra as necessidades de conservação com o conforto dos visitantes. O controle de umidade evita danos causados pela respiração e transpiração do público.

Laboratórios de Restauro
Temperatura:21°C
Umidade:50% UR (controlada)

O controle preciso da umidade é vital durante processos de restauro para garantir a correta adesão de materiais e evitar deformações nas obras.

Áreas de Quarentena
Temperatura:Variável
Umidade:Abaixo de 40% UR

Itens recém-adquiridos são isolados em baixa umidade para eliminar infestações de insetos e fungos antes de serem introduzidos no acervo principal.

Arquivos de Microfilmes e Mídia Digital
Temperatura:Abaixo de 20°C
Umidade:20% a 30% UR

Condições mais secas e frias são necessárias para prevenir a síndrome do vinagre em filmes e a degradação de mídias magnéticas e ópticas.

Análise Técnica

A Importância Crítica do Controle Ambiental em Instituições de Memória

A missão de museus e arquivos históricos é salvaguardar o patrimônio cultural e documental para a posteridade. No entanto, o ambiente em que esses acervos são mantidos é o principal fator que determina sua longevidade. A umidade relativa (UR) inadequada é um dos agentes de deterioração mais agressivos, atuando de forma silenciosa e contínua. Níveis de umidade acima de 60-65% criam as condições ideais para a proliferação de fungos (mofo), que mancham, enfraquecem e podem destruir completamente materiais como papel, couro, têxteis e madeira. Além disso, a umidade acelera reações químicas, como a hidrólise ácida do papel, que o torna quebradiço, e a corrosão de metais presentes em artefatos ou em sistemas de armazenamento.

Os Dez Agentes de Deterioração e o Papel da Umidade

O Canadian Conservation Institute (CCI) classifica os riscos aos acervos em dez agentes de deterioração. A umidade relativa incorreta é um desses agentes, mas ela também potencializa a ação de outros, como pragas e poluentes. Insetos, como o peixinho-de-prata (silverfish) e brocas, prosperam em ambientes úmidos. A alta umidade também pode aumentar a absorção de poluentes gasosos, como o dióxido de enxofre, que se converte em ácido sulfúrico e ataca os materiais.

O controle realizado por desumidificadores industriais, especialmente os dessecantes, permite manter a umidade em níveis baixos e estáveis, independentemente das condições climáticas externas. Isso é crucial em um país tropical como o Brasil, onde a umidade externa frequentemente ultrapassa 80%.

Tecnologia de Desumidificação para Preservação

Para atender às rigorosas exigências de museus e arquivos, os sistemas de desumidificação devem oferecer precisão e confiabilidade. Os desumidificadores dessecantes são particularmente eficazes, pois operam de forma eficiente em baixas temperaturas (comuns em reservas técnicas) e conseguem atingir níveis de umidade muito baixos (abaixo de 40% UR), algo difícil para sistemas baseados em refrigeração.

A implementação de um sistema de controle de umidade deve considerar as diferentes necessidades de cada ambiente dentro da instituição, conforme detalhado na tabela de requisitos de processo. A integração com sistemas de HVAC (Aquecimento, Ventilação e Ar Condicionado) permite um controle climático completo e eficiente.

Tabela de Materiais e Riscos Associados à Umidade

Material do Acervo Risco com Umidade Alta (>60% UR) Risco com Umidade Baixa (<30% UR)
Papel, Documentos, Livros Mofo, proliferação de fungos, enfraquecimento das fibras, sangramento de tintas. Ressecamento, fragilidade, quebra ao manusear.
Fotografias e Filmes Adesão das emulsões (ferrotipia), mofo, degradação química (síndrome do vinagre). Encolhimento, fragilidade da base, ondulação.
Têxteis (algodão, lã, seda) Mofo, descoloração, enfraquecimento das fibras. Perda de flexibilidade, quebra das fibras.
Madeira e Mobiliário Inchaço, deformação, rachaduras, ataque de insetos e fungos. Contração, rachaduras, descolamento de juntas e folheados.
Metais (ferro, cobre, prata) Corrosão, oxidação (ferrugem), desenvolvimento de pátinas instáveis. Menor risco, geralmente benéfico.

Desafios do Setor

Variações Climáticas Sazonais

Manter a estabilidade interna com grandes variações de temperatura e umidade externas, especialmente em edifícios históricos.

Infiltração de Umidade

Edifícios antigos são mais suscetíveis a infiltrações por capilaridade, vazamentos e má vedação de janelas e portas.

Carga de Umidade por Visitantes

O grande fluxo de pessoas em salas de exposição libera uma quantidade significativa de umidade no ambiente.

Diferentes Necessidades por Material

Gerenciar zonas climáticas distintas para diferentes tipos de materiais (papel, metais, têxteis) dentro da mesma instituição.

Alto Custo de Energia

Sistemas de climatização tradicionais podem consumir muita energia para controlar a umidade de forma eficaz.

Prevenção de Contaminação Biológica

Evitar a proliferação de fungos e bactérias que podem causar danos irreversíveis e riscos à saúde dos funcionários.

Estrutura de Edifícios Tombados

Dificuldade de instalar dutos e equipamentos modernos em prédios com restrições de alteração estrutural.

Nossas Soluções

Desumidificador Industrial Dessecante

Ideal para controle preciso em baixas temperaturas e para atingir níveis de umidade abaixo de 45% UR, protegendo os acervos mais sensíveis.

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Sistema de Monitoramento Remoto

Permite o acompanhamento contínuo da temperatura e umidade, com alertas automáticos para desvios dos parâmetros seguros.

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Ventilação e Filtragem Controlada

Integração do sistema de desumidificação com ventilação para renovar o ar e remover poluentes e partículas em suspensão.

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Consultoria em Climatização de Acervos

Análise técnica para projetar a solução mais eficiente e segura, considerando as especificidades do edifício e do acervo.

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Normas e Regulamentações

ABNT NBR ISO 31000:2018 - Gestão de riscos — Diretrizes
ABNT NBR ISO/IEC 31010:2012 - Gestão de riscos — Técnicas para o processo de avaliação de riscos
Nota Técnica n.º 01/2017 do IPHAN - Parâmetros para a climatização de áreas de guarda e exposição de acervos
Recomendações do National Information Standards Organization (NISO TR01-1995) para armazenamento ambiental
ASHRAE Standard 1999 - Chapter 21: Museums, Galleries, Archives, and Libraries
Lei nº 8.159/1991 - Dispõe sobre a política nacional de arquivos públicos e privados
Decreto nº 4.073/2002 - Regulamenta a Lei no 8.159/1991

Benefícios para seu Negócio

Preservação de longo prazo do patrimônio histórico e cultural.
Prevenção total contra a formação de mofo e bolor.
Estabilização de materiais frágeis, como papel e pergaminho.
Redução drástica da velocidade de reações químicas de degradação.
Prevenção da corrosão de partes metálicas em objetos e estantes.
Ambiente de trabalho mais saudável para arquivistas e restauradores.
Redução de custos com restauros emergenciais.
Aumento da vida útil de todo o acervo.
Conformidade com normas nacionais e internacionais de conservação.
Valorização da instituição por seu compromisso com a preservação.
Redução do consumo de energia em comparação com o reaquecimento de ar-condicionado.

Caso de Sucesso

Caso de Sucesso - Arquivo Nacional, Rio de Janeiro

O Arquivo Nacional enfrentava desafios constantes com a alta umidade do Rio de Janeiro, resultando em focos de mofo em documentos históricos do período colonial. Foi implementado um sistema central com desumidificadores dessecantes para controlar a umidade nas principais reservas técnicas, onde ficam os manuscritos mais valiosos.

Redução da umidade relativa média de 75% para 48% UR.
Eliminação completa de novos focos de mofo em 12 meses.
Redução de 90% nos chamados para intervenções de restauro por danos de umidade.
Estabilização da temperatura em 19°C, com variação inferior a 1°C.
Melhora significativa na qualidade do ar interno, relatada pela equipe técnica.
Conformidade total com os parâmetros da Nota Técnica do IPHAN.
Economia de 15% no consumo de energia do sistema de climatização integrado.

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